Visão geral
That's Not a Game! é um jogo independente lançado em 25 de março de 2017, desenvolvido e publicado por Maurozzo exclusivamente para PC. Apesar de sua temática retrô e estética 16-bit, o título se destaca por sua abordagem provocadora, com elementos de humor negro, design intencionalmente desajeitado e uma experiência de jogo extremamente curta. O jogo é classificado como 'short' (curto) e 'horrible' (horrível) em suas tags oficiais, sugerindo uma intenção autoirônica. Com gráficos em pixel art, suporte a gamepad e um estilo visual que remete aos jogos dos anos 1990, o título se posiciona como uma obra de arte digital de cunho experimental, mais voltada para o conceito do que para a jogabilidade tradicional.
Enredo e ambientação
Não há um enredo linear ou narrativa estruturada em That's Not a Game!. O jogo não apresenta missões, personagens desenvolvidos ou qualquer tentativa de construção de mundo. A ambientação é mínima, consistindo em um cenário estático e repetitivo, com elementos visuais que parecem ser montados aleatoriamente. A experiência é mais uma provocação do que uma história, com o jogo se apresentando como uma crítica ao conceito de 'jogo' em si, especialmente em contextos onde a qualidade técnica ou o entretenimento são priorizados. A ausência de narrativa é parte essencial da proposta, reforçando o tom absurdo e irônico.
Jogabilidade
A jogabilidade é extremamente reduzida. O jogador não tem objetivos definidos, nem metas a alcançar. O controle é simples, com movimentação básica e interação limitada, geralmente envolvendo a tentativa de 'jogar' um jogo que não funciona como esperado. O jogo não responde a comandos de forma consistente, apresenta falhas de input, travamentos frequentes e uma interface confusa. O objetivo não é vencer, mas experimentar o desconforto de uma experiência que se recusa a ser um jogo no sentido tradicional. A mecânica é mais uma instalação interativa do que um jogo funcional.
Desenvolvimento e lançamento
That's Not a Game! foi desenvolvido por Maurozzo, um autor independente com pouca presença em plataformas de jogos. O lançamento ocorreu em 25 de março de 2017, sem campanha promocional significativa. O título foi disponibilizado gratuitamente em sites de distribuição indie, como itch.io, e não foi comercializado por grandes lojas digitais. A ausência de dados de venda, metacritic ou classificação ESRB indica que o jogo foi lançado de forma independente e sem apoio de marketing convencional. O projeto parece ter sido uma declaração artística, mais do que um produto comercial.
Crítica e legado
O jogo recebeu pouca cobertura crítica, especialmente por não ter sido listado em plataformas como Metacritic ou GameSpot. Em fóruns e comunidades de jogos independentes, como Reddit e Discord, o título gerou debates intensos. Alguns o consideram uma obra de arte conceitual, uma sátira ao mercado de jogos e à cultura do 'viral' em plataformas como YouTube. Outros o veem como um exemplo de fracasso criativo, com design ruim e falta de propósito. Apesar da polarização, o jogo se tornou um fenômeno de internet por sua reputação de 'o pior jogo do mundo', o que, paradoxalmente, o tornou um ícone da cultura do 'bad game' e do humor absurdo no universo dos jogos indie.
Códigos e truques
Não há registros documentados de códigos de truque ou cheats para esta versão. O jogo não possui mecanismos que permitam alterações significativas na experiência, e sua natureza experimental torna a existência de truques improvável. Qualquer tentativa de 'hackear' o jogo não teria efeito prático, já que a instabilidade e o comportamento imprevisível são parte do design.
Bugs, glitches e versões problemáticas
Os bugs e glitches são uma característica central do jogo. A instabilidade é intencional: travamentos frequentes, tela congelada, sons distorcidos, gráficos distorcidos e comandos que não respondem. A versão disponível para PC é conhecida por apresentar problemas de compatibilidade com sistemas modernos, especialmente em versões mais recentes do Windows. Muitos usuários relataram que o jogo não inicia ou trava imediatamente após o carregamento. Não há versões oficiais corrigidas ou atualizações, sugerindo que os falhas são parte da experiência conceitual.
Curiosidades
- O título é uma referência direta ao conceito de 'jogo' como algo que deve ser divertido, funcional e bem feito — o que o jogo, por definição, não é.
- Apesar de seu nome, o jogo não é um 'game' no sentido tradicional, mas sim uma instalação artística interativa.
- Alguns fãs o chamam de 'o jogo mais inútil já feito', mas também o consideram um dos mais influentes na cena do 'bad game'.
- É frequentemente utilizado em vídeos de 'pior jogo do mundo' no YouTube, embora muitos criadores de conteúdo tenham criticado o uso excessivo do título como entretenimento barato.
Onde jogar hoje
That's Not a Game! está disponível gratuitamente em plataformas independentes, principalmente no itch.io, onde foi originalmente lançado. O jogo pode ser baixado diretamente do site do desenvolvedor ou de arquivos compartilhados por comunidades de jogos indie. Como não há versões oficiais para consoles ou dispositivos móveis, o único acesso possível é por meio de PC. Recomenda-se executar o jogo em máquinas virtuais ou em sistemas operacionais antigos (como Windows XP) para melhor compatibilidade, já que o título foi feito para um ambiente de desenvolvimento específico e não foi otimizado para sistemas modernos.