Um estudo recente da DoesItPlay revelou que aproximadamente 34% dos jogos físicos do PS5 e 50% dos jogos do Xbox Series X não funcionam adequadamente sem um download. Isso levanta preocupações sobre o valor das mídias físicas, especialmente com a crescente tendência de empresas como a Sony diminuírem o suporte a jogos físicos.
Segundo Clemens Itsel, fundador da DoesItPlay, dos 3.511 jogos testados, 27% deles requerem downloads para corrigir bugs críticos ou acessar conteúdos essenciais que não estão presentes no disco. Um exemplo notável é Cyberpunk 2077, que, embora possa ser jogado sem download, apresenta uma versão inicial cheia de problemas que desestimulam a experiência.
Itsel argumenta que há uma tendência clara de que as grandes empresas tratem os lançamentos físicos com desdém. Ele acredita que não há razão para que os jogos físicos deixem de existir, a menos que empresas como a Sony decidam intencionalmente eliminá-los.
A metodologia da DoesItPlay envolve testar os jogos em um ambiente offline, utilizando contas locais que não estão conectadas a serviços online. Isso permite uma análise precisa da funcionalidade dos discos sem depender de atualizações ou correções online.
Além disso, Itsel critica a maneira como até mesmo as versões físicas dos jogos têm sido esvaziadas de conteúdo. Ele menciona que a Microsoft, por exemplo, parece ter abandonado a produção de lançamentos físicos totalmente funcionais, frequentemente exigindo downloads ou a criação de contas para acessar os jogos.
O problema não se limita ao Xbox. Itsel também critica os cartões de jogo do Nintendo Switch 2, considerando-os enganosos por incorporarem chaves de resgate. A questão central, segundo ele, é como as empresas têm reclassificado a compra de jogos como uma forma de "licenciamento", o que pode afetar negativamente a experiência dos jogadores.