Apesar de muitos associarem a BioWare ao universo de Mass Effect, a empresa tem uma discografia rica e diversa que vai muito além. De jogos de RPG clássicos a experimentações de combate e moralidade, alguns títulos da casa ainda são referência no gênero — e, em alguns casos, ainda são mais ousados do que o que vemos hoje.

8. Mass Effect 2 (2010)

Em Mass Effect 2, a morte dos companheiros não é uma mera consequência de uma escolha errada — é um custo real. A recruta de uma equipe para uma missão suicida é cheia de tensão, e cada missão de lealdade afeta o desfecho final. Ignorar um personagem pode resultar em sua morte permanente durante a batalha final, sem reverter. Isso cria uma conexão emocional real com a equipe, algo raro em jogos de ação e RPG.

7. Dragon Age: Origins (2009)

Com seis capítulos iniciais diferentes, cada um com um foco narrativo distinto, o jogo permite experiências únicas mesmo com o mesmo inimigo final: a Blight. Os companheiros reagem em tempo real às suas escolhas, e o sistema de aprovação é um dos mais refinados da história dos RPGs. Um final envolvendo um pacto com uma bruxa ainda é lembrado por jogadores anos depois — um momento onde a vitória custa um preço moral inaceitável.

6. Knights of the Old Republic (2003)

Um dos maiores giros narrativos da história dos jogos se dá quando o jogador descobre que seu passado está ligado ao vilão. O sistema de alinhamento não depende apenas de escolhas de diálogo, mas do que você realmente faz durante toda a campanha. Isso torna a queda para o lado sombrio ou a luta pela luz muito mais convincente e pessoal.

5. Baldur's Gate (1998)

Antes de Baldur’s Gate 3, a série já mostrava que RPGs podiam ser desafiadores e estratégicos. Com o sistema de combate em tempo real com pausa, baseado na regra AD&D 2ª Edição, o jogo exige planejamento. Um simples encontro com uma matilha de lobos pode acabar com toda a party em poucos minutos — e isso ainda é verdade hoje.

4. Jade Empire (2005)

Com um sistema de combate que permite mudar de estilo no meio de um combo — de luta corpo a corpo a transformação em demônio — Jade Empire foi uma inovação em mecânicas de ação. Sua moralidade não depende de diálogo, mas de ações, antecipando um padrão que só se tornaria comum anos depois.

3. Neverwinter Nights 2: Mask of the Betrayer (2007)

Desenvolvido pela Obsidian e baseado no universo da NWN, esse título introduz um mecanismo de fome que impacta diretamente a moralidade do jogador. A fome não é apenas um sistema de sobrevivência, mas um reflexo do caminho ético escolhido. Quanto mais cruel, mais difícil é manter o personagem alimentado — e isso cria tensão constante entre sobrevivência e princípios.

2. Star Wars: The Old Republic (2011)

Apesar de lançado depois do período de pico da BioWare, o jogo ainda é um dos maiores exemplos de RPG multijogador com narrativa profunda. Com classes e histórias interligadas, o jogo oferece uma experiência imersiva que combina storytelling com mecânicas de MMO. A escolha entre a República e a Aliança Sith afeta o mundo de forma duradoura — e ainda é um dos poucos jogos onde sua decisão tem peso real na evolução da história coletiva.

1. Dragon Age II (2011)

Apesar de criticado por alguns por simplificar o sistema de personagem, Dragon Age II trouxe uma narrativa intensa, com foco em um personagem central e um ritmo acelerado. A história de Hawke, com suas escolhas complexas e consequências imediatas, fez do jogo um dos mais influentes do gênero. A forma como o jogo lida com perda, culpa e redenção ainda é referência.

Esses jogos mostram que a BioWare não se limitou a criar universos grandiosos — ela criou experiências onde cada escolha pesa, onde a história não é apenas contada, mas vivida. E isso, mesmo após mais de 20 anos, ainda ressoa com jogadores no Brasil e em todo o mundo.

Marca: www.polygon.com