Com mais de 2.500 horas combinadas jogando The Elder Scrolls, cinco editores do PC Gamer se reuniram para discutir o passado, presente e futuro da franquia — e não se seguraram na hora de gritar suas opiniões.
Be an RPG
Segundo Joshua Wolens, o foco atual de Todd Howard em eliminar mecânicas como pontos de habilidade e classes definidas transformou os jogos da Bethesda em uma massa homogênea. Sem limitações, o jogador acaba se tornando mestre de tudo — o que, embora torne os jogos mais acessíveis, também os torna mais chatos. O editor acha que é hora de voltar aos fundamentos de um RPG clássico.
Skyrim tem a melhor missão principal
Jody Macgregor destaca que, ao contrário de Oblivion, onde as missões secundárias eram as mais memoráveis, Skyrim oferece uma história principal cheia de espetáculo: dragões, montanhas e o encontro com Paarthurnax. Apesar de suas missões secundárias serem repetitivas, a trama principal se destaca por sua grandiosidade e narrativa envolvente.
Spellmaking deveria ter voltado
Harvey Randall defende que o sistema de criação de feitiços em Oblivion, apesar de quebrar o equilíbrio, era uma das partes mais divertidas da franquia. Ele acha que o espírito de um mago começando fraco e se tornando poderoso é puro RPG de estilo antigo — e que o sistema, por mais que quebrasse o jogo, era cheio de personalidade.
Morrowind é o melhor, mas não sabiam fazer missões secundárias
Ted Litchfield reconhece que Morrowind é um dos melhores jogos da série, mas critica que suas missões secundárias ainda eram simples e pouco inovadoras. Já em Oblivion e Skyrim, houve grandes avanços — como o clássico "The Ultimate Heist" e "A Night to Remember" — que mostram evolução no design de missões.
Não há mais espaço para um bom Dark Brotherhood
Harvey Randall acredita que o melhor arco da Dark Brotherhood veio de Oblivion — com sua estrutura de mistério e escolhas complexas. Em Starfield, ele sentiu falta desse mesmo nível de criatividade, humor negro e imersão. Com as limitações impostas pela atual direção da Bethesda, acredita que o estúdio perdeu a capacidade de criar algo assim novamente.
Deixe de escrever e comece a construir
Joshua Wolens propõe que a Bethesda abandone a narrativa linear e se concentre em sistemas e mecânicas. Ele quer ver um jogo como Dwarf Fortress, mas com a riqueza de mundo que a franquia já domina. Em vez de histórias escritas à mão, prefere que o mundo gere histórias por si só — como em Mount & Blade.
Carregue os carregamentos, mas não perca o mundo
Ted Litchfield defende que os carregamentos entre áreas não são o problema — o que importa é a interatividade do ambiente. Ele gosta de poder pegar pratos, ler livros e mexer na decoração das casas, algo que poucos jogos conseguem replicar. Mesmo se o jogo for dividido em milhares de zonas, ele acha que vale a pena, desde que o mundo permaneça vivo.
Um The Elder Scrolls na TV é urgente
Christopher Livingston questiona por que a Bethesda não produziu uma série de TV sobre The Elder Scrolls, mesmo com o sucesso de Fallout no streaming. Com um universo tão rico, histórias milenares e personagens complexos, ele acredita que uma série animada poderia explorar muito além dos jogos — e que o público brasileiro, que ama RPGs e ficção fantástica, estaria pronto para isso.
Essas são as opiniões de quem viveu o mundo de Tamriel por mais de 2.500 horas. O que você acha? Concorda ou discorda?