A Electronic Arts (EA) anunciou que conseguiu todas as aprovações regulatórias para a sua aquisição privada de US$ 55 bilhões, que deve ser concluída em 4 de agosto. O negócio é liderado pela Arábia Saudita, através do seu Fundo de Investimento Público, em parceria com a empresa de private equity Affinity Partners e a firma de investimentos Silver Lake.

Um dos pontos destacados no comunicado da EA é que a conclusão da fusão ainda depende do cumprimento de algumas condições finais estabelecidas no acordo de fusão. Isso significa que, desde que os últimos detalhes sejam atendidos, o negócio deve seguir adiante.

Essa aquisição se tornará um marco no setor, sendo um dos maiores buyouts já realizados, onde a maior parte do valor é financiada por dívidas. Normalmente, essa dívida é quitada com a receita e os ativos da empresa adquirida, o que coloca uma pressão significativa sobre a EA para apresentar um desempenho financeiro sólido após a conclusão do acordo.

O processo de fusão recebeu aprovação de várias instituições ao redor do mundo, incluindo a Comissão Europeia e o Federal Reserve dos EUA, apesar de protestos de sindicatos de videogames. Os acionistas da EA também aprovaram a fusão em dezembro passado, o que, segundo a empresa, limpa o caminho para o negócio.

Entretanto, a aquisição não passou sem críticas. A Arábia Saudita tem um histórico de abusos de direitos humanos e sua crescente influência na indústria de jogos é vista por alguns como uma forma de "sportswashing". Além disso, o CEO da Affinity Partners, Jared Kushner, é genro do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, o que levantou suspeitas sobre a facilidade com que o acordo foi aprovado pelos reguladores americanos.

Recentemente, surgiram relatórios sobre pacotes de bônus para executivos da EA, revelando que o CEO Andrew Wilson recebeu cerca de US$ 38 milhões em bônus e ações no último ano fiscal. O futuro da EA sob nova gestão e as possíveis mudanças na empresa ainda são incertos, especialmente em um momento em que a indústria de jogos enfrenta demissões em massa.