A Electronic Arts (EA) anunciou que a aquisição de US$ 55 bilhões pela Arábia Saudita está prestes a ser finalizada, com a conclusão prevista para o dia 4 de agosto de 2026. Segundo um documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, todas as aprovações regulatórias necessárias foram obtidas.

O negócio, que é considerado o maior de sua categoria na história, transformará a EA em uma empresa privada sob a direção do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, liderado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Isso levanta preocupações sobre o futuro da empresa, especialmente em relação a sua linha editorial e ao tratamento de temas sensíveis.

Alguns criadores de conteúdo do jogo The Sims 4 já se retiraram da rede de criadores da EA em protesto contra a aquisição, citando divergências com os valores defendidos pela nova administração. O ex-redator da BioWare, Trick Weekes, também expressou receios sobre o futuro de jogos que abordam temas LGBTQ+ e questões políticas.

Além disso, a EA enfrentará um desafio financeiro significativo, já que a aquisição a deixará com uma dívida de US$ 20 bilhões, o que pode resultar em cortes de custos e mudanças na estratégia de desenvolvimento de jogos.

A aquisição foi apoiada por investidores como a Affinity Partners, ligada a Jared Kushner, que tem laços próximos com o governo dos EUA. Isso sugere que a aprovação do negócio não deve enfrentar obstáculos significativos, ao contrário da aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft, que enfrentou uma batalha regulatória intensa.