O primeiro cabo Ethernet, criado na década de 1970, era conhecido pela sua cor amarela, especificamente o tom 'amarelo Corvette 1968'. Segundo Rich Seifert, um dos criadores da especificação Ethernet, essa escolha de cor tinha duas razões principais.
A primeira era pessoal: Seifert afirmou que o amarelo era sua cor favorita e que ele tinha um carro amarelo. Em uma apresentação no Vintage Computer Festival, ele mostrou um cabo Ethernet original, destacando sua cor vibrante.
A segunda razão era prática. Na época, o Ethernet utilizava cabos coaxiais mais volumosos que precisavam ser conectados fisicamente com um dispositivo chamado vampire tap, que perfurava a proteção do cabo para fazer contato. Os criadores do Ethernet estavam preocupados com a possibilidade de alguém conectar um vampire tap em um cabo de energia por engano, o que poderia resultar em acidentes graves. Por isso, a cor amarela foi escolhida para facilitar a distinção entre os cabos de Ethernet e os de energia.
O Ethernet, quando foi codificado, suportava uma capacidade de 10 megabits por segundo, algo que os computadores levariam anos para aproveitar completamente. No início dos anos 80, a tecnologia era bastante exigente em termos de energia, necessitando de circuitos que consumiam cerca de 60 watts.