Na nova adaptação de Mike Flanagan para o clássico de Stephen King, "Carrie", o vínculo entre a jovem Carrie White e sua mãe, Margaret, ganha uma abordagem inédita: um amor profundo, mesmo que distorcido, entre as duas personagens.

Summer Howell, que interpreta Carrie, conta que não se surpreendeu com as mudanças na história — mesmo sem ter conhecido o livro ou o filme original antes. "Eu trabalhei com terror desde os oito anos, então você esperaria que eu soubesse de Carrie, mas não sabia", diz ela, rindo. "Mas, ao ler os roteiros, vi a humanidade que Mike escreveu nos personagens. Foi bonito. Quis ser ela tão logo comecei a ler".

Samantha Sloyan, que interpreta Margaret, destaca que o diferencial do projeto é o foco no amor entre as duas: "Ele me disse logo no começo: 'Essa não é a Margaret White que você conhece. Elas se amam'. Isso foi libertador. Não precisei competir com as versões anteriores, pude explorar uma mulher complexa, com falhas, mas que tenta amar sua filha da maneira que sabe".

Apesar das crenças fundamentalistas de Margaret — que ainda acha que a filha é pecadora e a castiga com orações — o novo tom do seriado mostra uma mãe que, mesmo errada, quer proteger Carrie. "É uma versão mais realista, mais dolorosa, mas também mais triste. Eu chorei por volta dos 26 minutos do primeiro episódio", revela Sloyan.

Os atores também destacam o vínculo real entre eles como um fator que enriqueceu a atuação. "Quando nos conhecemos, sentimos uma conexão que trouxemos para os personagens. Isso deu profundidade ao que era já uma história emocionante", conta Howell.

Stephen King, que acompanhou o processo, elogiou a adaptação no Threads: "A versão de Mike Flanagan de 'Carrie' é brilhante. O que ela diz sobre as redes sociais é chocante e verdadeiro". A série estreia em 7 de outubro no Prime Video, com oito episódios.