A Activision se desculpou publicamente com as famílias das vítimas da tragédia de Itaewon, em Seul, e confirmou a remoção de imagens reais do desastre de 2022 do jogo Call of Duty: Modern Warfare 4. A mudança será feita por meio de uma atualização programada para 12 de novembro.

O vídeo de abertura do jogo, que mostra cenas de guerra fictícias durante uma invasão da Coreia do Norte, incluía trechos de noticiários reais do desastre de Itaewon, em que cerca de 160 pessoas morreram. A descoberta gerou forte reação nas redes sociais e pressão de entidades locais, como a associação das famílias das vítimas e o Comitê de Cidadãos contra o Aumento de Riscos.

Na declaração, a Activision afirmou: "Nos inclinamos profundamente em sinal de profunda simpatia e desculpas às famílias enlutadas e às vítimas, que foram profundamente feridas por esse incidente, bem como a todos os que causamos preocupação".

A empresa alegou que o jogo é uma obra de ficção criada para imersão realista e que nunca teve a intenção de evocar ou trivializar tragédias reais. No entanto, o uso de imagens reais gerou críticas fortes, inclusive do governo sul-coreano.

O ministro do Interior e Segurança, Yun Ho-jung, classificou a inclusão como "dano secundário" e disse que "usar uma tragédia assim como material para um jogo, forma de entretenimento ou negócio, é algo que deveria ser evitado por ética humana". Ele afirmou que cabe às autoridades decidir se haverá punições ou bloqueios para o acesso geral.

O jogo ainda está em desenvolvimento e será lançado em 2026. A remoção da cena será feita em uma atualização, sem prejuízo ao conteúdo principal do jogo.