O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time está prestes a chegar, e traz consigo uma equipe de desenvolvedores mais jovem — alguns dos quais nunca jogaram o original lançado em 1998. Segundo o produtor Eiji Aonuma, essa falta de experiência com o jogo clássico é, na verdade, um ponto positivo.
Em entrevista à AFP, Aonuma destacou que é justamente por causa desses jovens desenvolvedores — que pensam como o jogo pode ser adaptado de forma mais atual e divertida — que o remake se tornou possível. "É graças a esses jovens, pensando em como adaptar o jogo da melhor forma, como torná-lo divertido com os controles nas mãos, que esse remake veio à tona", disse ele.
O jogo, que completa 28 anos em 2026, ganhará novos recursos como missões secundárias, ajustes nos labirintos e a opção de desativar a interface, inspirada em Legend of Zelda: Breath of the Wild. Além disso, o botão de pular, que muitos fãs esperavam há décadas, será finalmente incluído — mesmo tendo existido em protótipos iniciais.
Apesar da nostalgia, Aonuma enfatiza que o futuro da franquia está nas mãos de uma nova geração. Ele já havia demonstrado entusiasmo com os jovens programadores em momentos anteriores, como quando foi homenageado com a Ordem das Artes e das Letras pela França — um reconhecimento que também foi dado ao criador Shigeru Miyamoto.
O remake será lançado no dia 5 de novembro, exclusivamente para o Nintendo Switch 2. O mercado brasileiro ainda não teve confirmação de preço ou data de chegada, mas a expectativa é grande entre os fãs do título.