Depois de três jogos sólidos do Homem-Aranha, a Insomniac Games se aventura com um novo herói icônico da Marvel: o Wolverine. O resultado, no entanto, gerou reações divididas — entre elogios ao combate visceral e à narrativa, e críticas a falhas técnicas e escolhas de design que atrapalham a experiência.

Minha cópia de análise chegou atrasada, e o problema de energia em casa atrasou ainda mais a jogatina. Mesmo assim, pude testar o jogo em sua versão final para PlayStation 5, e o que encontrei foi um título com muito potencial, mas que não consegue cumprir todo o seu prometido.

A campanha é linear, como esperado, com uma história que explora o lado mais sombrio e humano do personagem. Os momentos de ação são intensos, com o sistema de combate bem refinado, destacando o estilo brutal e visceral do Wolverine. As habilidades especiais, como o grito de guerra e os ataques em cadeia, trazem uma sensação de poder real.

No entanto, o jogo sofre com travamentos ocasionais, bugs de animação e um sistema de missões secundárias que parece repetitivo. A interface de progressão também é confusa, e alguns elementos de personalização parecem mal integrados. Ainda assim, o jogo não é ruim — apenas desigual.

Para o público brasileiro, o preço sugerido no PS5 está alinhado com o mercado local, mas o desempenho técnico pode ser um problema em consoles mais antigos ou com atualizações desatualizadas.