Graveyard Keeper 2 está finalmente disponível e, mais uma vez, o jogo entrega uma mistura inusitada de simulação de vida, crafting e um toque de horror sombrio. Em apenas 13 horas de jogo, já é possível perceber o mesmo ciclo viciante de produção que marcou o original: cortar madeira, minerar, cozinhar, melhorar habilidades e desbloquear novas tecnologias.

O que mais chama atenção nesta nova versão é a forma como o jogador, mesmo com a intenção de agir com ética, acaba se entregando à moralidade duvidosa do universo. No primeiro jogo, já era comum usar selos falsos para vender carne de cadáveres no taverna — uma forma de lucrar com o que sobra do necrotério, sem que os moradores da vila soubessem que estavam comendo carne humana.

Em Graveyard Keeper 2, a tentação é ainda maior. O sistema de crafting permite transformar gordura humana em velas para a igreja. Assim que o recurso é desbloqueado, o jogador começa a produzi-las sem hesitar. O resultado? Uma igreja mais decorada, um clima mais acolhedor — e uma parcela significativa da população local agora contribuindo para o ambiente com sua própria matéria-prima.

Apesar do tom grotesco, o jogo não apresenta críticas explícitas ao comportamento do jogador. Afinal, ninguém está reclamando — especialmente os cadáveres, que já estão mortos. A pergunta, então, parece ser mais filosófica do que prática: qual é o mal em iluminar uma igreja com o que sobra de um corpo?

O jogo custa US$ 25 no Steam, mas pode sair por um preço mais alto no mercado brasileiro, dependendo da região e da promoção. O título está disponível em português, o que facilita o acesso para jogadores no Brasil.