DLSS 5 está disponível apenas para placas Nvidia da série 50 por enquanto, mas alguns entusiastas já estão tentando usá-lo em GPUs mais antigas. Foi o que fiz com meu RTX 4070 Super, usando um método não oficial para rodar o DLSS 5 em um jogo de anime: Hatsune Miku: Project Diva Mega Mix+.
O jogo tem um estilo artístico bastante definido, com traços suaves e cores vibrantes típicas de produções animadas. Aplicar um upscaling neural como o DLSS 5 nele é, no mínimo, ousado — e o resultado foi uma experiência que me fez lamentar profundamente ter feito isso.
Usei uma ferramenta chamada DLSS 5 Manager e habilitei o recurso "Live Flow", que ajusta o upscaling em tempo real. O desempenho caiu drasticamente: o jogo, que rodava em 60 fps em condições ideais, passou a ter uma taxa de quadros tão baixa que tornou quase impossível acertar os tempos dos botões — essenciais em um jogo de ritmo.
Para evitar frustração, fui até o modo "Custom Playlists" do jogo, onde é possível assistir aos vídeos musicais sem a mecânica de timing. Lá, pude observar os efeitos do DLSS 5 em ação — e eles são, de fato, estranhos.
Os personagens parecem ter uma textura mais nítida, mas com artefatos estranhos, como borrões em movimento e distorções nas bordas. O efeito é tão exagerado que o jogo parece ter entrado em um limbo visual, como se estivesse sendo processado por uma IA que não entendeu bem o estilo artístico.
Apesar de curioso, o experimento não valeu a pena. O custo em desempenho foi alto demais, e o resultado visual, longe de melhorar a experiência, a piorou. Se você tem um 4070 Super e está pensando em tentar isso, meu conselho é: não faça. Ainda mais no Brasil, onde placas de última geração são caras e o custo-benefício ainda é duvidoso.