O remake de Assassin's Creed Black Flag, intitulado Black Flag Resynced, tem sido um sucesso significativo para a Ubisoft, mesmo em meio a demissões na empresa. Os fãs da série parecem ter recebido bem o retorno às raízes mais simples e focadas do jogo.

Para entender a evolução dos jogos de mundo aberto, é essencial olhar para os anos 2010, quando títulos como Skyrim mostraram que a densidade é mais importante que o tamanho. GTA V também se tornou um padrão para sandboxes modernos, algo que muitos estúdios ainda buscam alcançar.

Embora Black Flag Resynced ainda ofereça um vasto mapa caribenho, a maior parte dele é composta por água, o que contrasta com a complexidade excessiva vista em títulos mais recentes. As cidades, como Havana, servem mais como cenários para algumas missões do que como centros de conteúdo interminável.

O jogo se concentra na experiência de ser um pirata, com missões secundárias que envolvem saques e exploração de pequenas ilhas. Essa abordagem proporciona um ritmo mais satisfatório em comparação com jogos mais recentes que tentam abarrotar mecânicas em suas propostas.

Apesar de não ser um jogo pequeno, Black Flag Resynced se destaca por sua estrutura mais enxuta e menos dispersa, permitindo que os jogadores se percam em suas aventuras sem se sentirem sobrecarregados.

Com a chegada de novos títulos, como Assassin's Creed Codename Hexe, a Ubisoft parece estar reconsiderando o tamanho e a complexidade de seus mundos abertos, buscando um equilíbrio entre a imersão e a jogabilidade direta.