Com a chegada da Patch 2.5, Cyberpunk 2077 está mais vivo do que nunca. A atualização, desenvolvida em parceria com a Virtuos Studios, traz funcionalidades que redefinem o que é possível em um RPG moderno: customização de cyberware por meio de novos NPCs chamados Glamdocs, combinações de armas personalizadas — incluindo dual-wield em qualquer combo de pistola ou revólver — e uma série de missões mais íntimas sobre a fundação de Night City.
Além disso, o suporte nativo a mods foi implementado de forma completa, permitindo que jogadores criem novos conteúdos, histórias e até alterem o rumo da trama. A equipe da CD Projekt Red está tão comprometida com a comunidade que, segundo o co-diretor de jogo Pawel Sasko, “metade da equipe de missões é composta por ex-modders”.
Enquanto isso, Rockstar mantém uma postura mais fechada, reafirmando em seus termos de uso que modding em GTA 6 será restrito — algo que contrasta fortemente com a abordagem de CDPR. A empresa polonesa não apenas permite, mas incentiva a criatividade da comunidade, transformando o jogo em uma experiência que pode ser reinventada a cada nova jogatina.
É um movimento que faz sentido no mercado atual. Jogos como Skyrim, Baldur’s Gate 3 e The Sims 4 mostraram que uma comunidade ativa e um sistema de customização robusto prolongam a vida de um título por anos. Em 2026, isso é uma vantagem competitiva — e o Cyberpunk 2077 está se posicionando como um dos principais exemplos disso.
Rockstar, por outro lado, parece seguir um caminho diferente. A compra da FiveM — antiga empresa de modding que já foi alvo de ações legais — mostra que a empresa entende o valor dos servidores de RPG, mas prefere controlar o ecossistema do que abrir espaço para a criatividade externa.
Enquanto GTA 6 se prepara para lançamento, o debate sobre modding está mais vivo do que nunca. Ainda assim, para muitos jogadores, nada supera o prazer de ter um mantis rosa brilhante, usar duas pistolas douradas de Jackie e ter gatos em todos os apartamentos de V. No fim das contas, Night City pode não ser Vice City, mas é, sem dúvida, o lugar onde o RPG vive — e o GTA 6 ainda não sabe se quer entrar nessa.