Blizzard está trazendo títulos de grandes estúdios como CD Projekt Red para o Battle.net, mas não está tentando se transformar em uma loja de jogos como Steam ou Epic Games Store, segundo Andrew Guerrero, vice-presidente de produto e insight global da empresa.

O anúncio de que The Witcher 3 Remastered e Cyberpunk 2077 chegarão ao Battle.net durante o BlizzCon 2026 gerou especulações sobre uma possível expansão da plataforma para se tornar um hub competitivo de lançamentos, mas Guerrero afirma que o foco continua sendo o público existente da Blizzard.

"Não estamos tentando fazer o jogo da Steam ou da Epic Games Store", disse ele à Polygon. "Temos nosso público. Temos uma base fiel de jogadores que curtiram jogos da Blizzard e títulos semelhantes. Se algo fizer sentido para eles, vamos nos envolver."

Os dois jogos anunciados têm forte ligação com o público-alvo da Blizzard: RPGs profundos, com centenas de horas de conteúdo. Outros títulos como Doom: The Dark Ages, The Outer Worlds 2 e Destiny 2 também se encaixam nesse perfil.

Apesar de incluir títulos de outras editoras — como Crash Bandicoot e Call of Duty, fruto da fusão com a Activision —, a abordagem é cuidadosa. Segundo Guerrero, o critério é claro: "O que achamos que nossos jogadores adorariam? Quais são as experiências de alto nível que poderíamos trazer para mais pessoas, e faz sentido?"

Ele também reconhece os desafios de competir com plataformas já estabelecidas: moderação em larga escala, aumento de custos operacionais e a dificuldade de se destacar no mercado. Por isso, não se espera que o Battle.net se transforme em um centro de lançamentos independentes a curto prazo.

Apesar disso, o futuro dos jogos da CD Projekt Red, como The Witcher 4, parece bem garantido — especialmente com o histórico de parcerias entre as empresas.