Blizzard está respondendo à pergunta que muitos jogadores estão fazendo desde o anúncio de World of Warcraft: Forever — será que um sequel realmente faria sentido?
Apresentado durante o BlizzCon de 2026, o novo projeto é uma versão remasterizada e expandida do World of Warcraft original, lançado em 2004. Com novas zonas, dungeons, raids, classes, raças — incluindo a nova Skyborne — e mais de 100 novas missões, o jogo traz uma experiência familiar, mas com profundas transformações.
Além da jogabilidade aprimorada, o jogo conta com gráficos modernos e um recurso para alternar entre visualizações antiga e HD em tempo real. Ainda mais importante: WoW: Forever não está preso ao caminho original do jogo, permitindo que a história evolua com novos eventos, personagens e possibilidades que nunca existiram.
Segundo Kris Zierhut, principal designer do projeto, o foco não é repetir o passado, mas explorar novas narrativas. “É uma chance de ver como a história poderia ter acontecido de formas diferentes”, disse. “Então, é difícil dizer o que um WoW 2 daria que o WoW: Forever já não oferece.”
Em entrevista ao IGN, Holly Longdale, produtora executiva, reforçou que o motor do jogo, a infraestrutura de servidores e o design contínuo ao longo de 25 anos são um dos maiores ativos da franquia. “Por que jogar tudo fora e começar de novo?”
Além disso, o World of Warcraft atual está no meio da trilogia Worldsoul Saga, com expansões em desenvolvimento e um grande confronto contra um titã anunciado em BlizzCon. A narrativa ainda está viva e em evolução.
Considerando o custo de desenvolvimento de um MMO de escala mundial — algo que a Blizzard já enfrentou com o difícil processo de migração de Overwatch 1 para Overwatch 2 — e o cenário de cortes de pessoal na Xbox (1.600 demissões anunciadas), parece improvável que a empresa invista em um sequel.
Além disso, o fracasso do projeto Titan, que virou Overwatch, serve como um lembrete de que não é fácil replicar o sucesso de um MMO como o World of Warcraft.
Com tudo isso, o próprio WoW: Forever surge como uma solução criativa e sustentável — uma nova versão do clássico, sem precisar abandonar o que já existe.