Modern Warfare 4, o mais recente capítulo da franquia Call of Duty, está causando surpresa — e até desconforto — entre jogadores ao introduzir uma mecânica de parries como parte central do gameplay. A abordagem, até então inédita em campanhas da série, transforma o combate em algo mais lento e técnico, com foco em timing e reflexos.
O jogo começa de forma clássica: missões com tiroteios, cobertura e ações de guerra convencionais. Mas na segunda missão, "Out in the Cold", o jogador assume o papel do capitão John Price em uma invasão a um clube noturno em Manhattan. Sem armas, o personagem é obrigado a enfrentar batedores com um sistema de parada — pressionar L no momento exato antes de levar um golpe — seguido de um soco com R. O combate ganha um tom de John Wick, com ritmo acelerado, iluminação neon e até um trecho de parkour por Midtown.
Entretanto, a experiência muda radicalmente no confronto final contra Makarov. Um combate de boss que exige perfeição: qualquer erro na parada resulta em derrota imediata. A mecânica, embora bem executada tecnicamente, interrompe o ritmo da ação e gera frustração, especialmente para quem espera um gameplay mais direto do estilo Call of Duty.
Na missão seguinte, "Following Orders", o jogador controla um soldado norte-coreano e enfrenta um confronto corpo a corpo em uma casa abandonada, com a mesma exigência de paradas. A repetição da mecânica em diferentes contextos reforça que ela não é um experimento passageiro, mas sim um novo rumo para a franquia.
Apesar de ainda não haver precedentes claros de parries como sistema principal em campanhas anteriores da série, o novo tom de combate corporal representa uma tentativa ousada de inovar. Ainda assim, a mudança divide opiniões: enquanto alguns a veem como uma injeção de profundidade, outros a veem como um desvio do que o público espera de um Call of Duty.
Marca: www.polygon.com