Capcom admitiu que portar Monster Hunter Wilds para o Nintendo Switch 2 foi um processo extremamente desafiador — descrito como meticuloso e, em certos momentos, quase interminável.

O produtor Genki Sunano explicou ao Kotaku que o objetivo não foi simplesmente reduzir a qualidade do jogo para rodar em hardware mais limitado. Em vez disso, o time buscou reconstruir a experiência do jogo do zero, mantendo o que torna Wilds único.

Segundo Sunano, o foco foi entregar um desempenho estável de 30 FPS em modo portátil, mesmo durante caçadas com quatro jogadores. Para isso, a equipe analisou cada recurso, efeito e sistema interno, decidindo o que poderia ser ajustado sem afetar o sentimento original do jogo.

Um dos grandes desafios foi a reescrita de certos elementos visuais e shaders do zero, com foco em soluções mais eficientes sem perder a identidade visual do título. Mesmo alterações em efeitos visuais foram feitas com atenção aos hitboxes e detecção de colisão para não impactar o gameplay.

Além disso, o processo levou a uma revisão profunda de áreas que já eram consideradas otimizadas para consoles de mesa. A equipe substituiu técnicas visuais e processos internos por alternativas mais leves, tudo com o objetivo de tornar o jogo viável em hardware portátil.

Segundo Sunano, os aprendizados com essa jornada serão úteis não só para futuras versões do jogo, como também para melhorias em plataformas existentes, especialmente com o lançamento de Monster Hunter Wilds: Ascendance.

O jogo chega ao Switch 2 em 4 de dezembro — e será um dos primeiros grandes títulos a demonstrar o potencial da nova console de Nintendo.