Castlevania: Belmont’s Curse é um dos jogos mais ambiciosos da série nos últimos anos, com um mundo enorme, repleto de segredos e áreas opcionais. Mas, como muitos jogos de Metroidvania, ele tem um problema: não ensina direito como se locomover de forma eficiente.
Além do Ferryman, o barqueiro que teletransporta entre zonas principais, há uma forma muito mais prática de se mover: os espelhos de salvamento. Basta se aproximar de um espelho já desbloqueado, agachar e esperar. Rose, sua companheira, se teletransporta para o mundo refletido, onde você pode acessar todos os espelhos que já ativou naquela região.
Depois de atingir um ponto-chave da história, esse sistema se expande: você pode usar os espelhos para pular entre zonas inteiras, sem precisar passar por todo o caminho de novo. É uma vantagem enorme — especialmente em um jogo tão vasto, onde o tempo gasto em deslocamento pode se tornar frustrante.
O problema? O jogo não explica isso com clareza. A única pista está em um pequeno detalhe no tutorial, e muitos jogadores, como a jornalista Ash Parrish, só descobriram por acidente — ou por um colega de jogo. Isso é particularmente problemático no Brasil, onde o preço do jogo pode ser um fator limitante para quem quer se aprofundar em 100% de conteúdo.
Apesar de ter um sistema de dicas diegético (ou seja, dentro do universo do jogo), que ajuda a encontrar bosses escondidos e segredos, o sistema de teletransporte por espelhos é deixado de lado. Um detalhe tão útil mereceria uma explicação direta, especialmente em um jogo tão denso.