Três anos após seu lançamento, a expansão Phantom Liberty de Cyberpunk 2077 continua sendo celebrada como um dos pontos altos da franquia. Segundo Pawel Sasko, diretor associado e responsável pela missão principal da expansão, o desenvolvimento foi marcado por uma abordagem inovadora.
Em vez de seguir o modelo tradicional de desenvolvimento, a CD Projekt Red adotou equipes multidisciplinares, onde escritores, artistas, áudio, QA e designers trabalharam juntos em cada conteúdo. Segundo Sasko, essa mudança foi essencial para melhorar a qualidade e coesão da história.
Para inspirar a narrativa, a equipe se baseou em clássicos do gênero espionagem, como Tinker Tailor Soldier Spy, James Bond e The Bourne Identity. Esse influência é visível em cenas como o evento no Black Sapphire, com seu estilo cinematográfico e trilha sonora marcante.
O ponto central da expansão — a escolha final entre salvar Songbird ou ajudar Reed — foi o foco principal do desenvolvimento. A equipe trabalhou "de trás para frente", reescrevendo cenas várias vezes para tornar a decisão mais impactante. Ambos os personagens são carismáticos, mas cheios de contradições, o que gera um dilema emocional difícil para o jogador.
Sasko destacou que o objetivo era garantir consequências visíveis, com mensagens, personagens retornando e caminhos alternativos que lembrassem ao jogador de suas escolhas. "Nunca quisemos dizer o que era certo. Queríamos que você vivesse com sua própria interpretação", afirma.
Apesar do sucesso de Phantom Liberty — mais de 15 milhões de cópias vendidas e críticas positivas — Sasko afirma que isso não apaga o lançamento problemático de Cyberpunk 2077. "É um aprendizado, não um perdão", diz. Ele já lidera o próximo jogo principal da franquia, e espera que o título tenha, finalmente, seu lugar no coração dos jogadores.