Jason Chen, CEO da Acer, está otimista em meio à crise de memória que afeta o setor de hardware desde 2025. Em entrevista ao Economic Daily, segundo reportagens do DigiTimes e Tom's Hardware, ele afirmou que é "impossível" que a escassez de memória DDR4 e alguns chips DDR5 persista até 2030.
Chen ressalta que a verdadeira limitação está em chips DDR5 de alta velocidade — os mesmos usados em processadores como o Intel Panther Lake — e não nos modelos mais comuns para PCs. Ele também diz que CPUs não estão em escassez, o que contrasta com o foco do mercado em memória.
Apesar do otimismo, Chen não acredita que os preços caiam logo. Ele prevê que os custos de PCs continuarão subindo até o final de 2026, com aumento médio entre 5% e 20%. A queda de preços só deve acontecer a partir do meio de 2027, com ajustes mais significativos no fim do ano seguinte.
Outros especialistas não compartilham do mesmo otimismo. A SK hynix, por exemplo, prevê que o desequilíbrio entre demanda e oferta pode ultrapassar 2030. A Micron também alerta que a demanda superará sua própria produção por muito tempo. Além disso, a construção de novas fábricas (fábricas de semicondutores) leva anos, o que dificulta uma resposta rápida ao problema.
Por outro lado, a China está ganhando espaço no mercado de DRAM. Segundo a Counterpoint Research, a CXMT já detém 7% do mercado global, pressionando os concorrentes sul-coreanos e norte-americanos a acelerar investimentos.
Chen acredita que a expansão da produção, especialmente na China, pode acelerar o fim da escassez. Apesar disso, muitos ainda estão céticos — e o mercado brasileiro, com preços de PC ainda elevados e poucas promoções, continua sentindo o impacto.