A decisão da Sony de encerrar a produção de jogos em mídia física para o PlayStation continua gerando controvérsias. Recentemente, foi revelado que altos executivos da empresa venderam ações totalizando cerca de US$ 10,5 milhões, o que levantou dúvidas entre investidores.
De acordo com um documento enviado à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos), o presidente e CEO da Sony, Hiroki Totoki, vendeu 225 mil ações da companhia em 3 de julho de 2026, arrecadando aproximadamente US$ 4,73 milhões, ao preço de US$ 21,02 por ação. Essa venda representou cerca de 56,5% das ações que ele possuía nessa categoria, restando 173.250 ações em sua carteira.
No mesmo dia, Kenichiro Yoshida, presidente do conselho da Sony, também vendeu 400 mil ações, enquanto outros executivos realizaram vendas semelhantes. O total das vendas internas atingiu aproximadamente US$ 10,5 milhões. Essas movimentações ocorreram apenas dois dias após a Sony anunciar que, a partir de janeiro de 2028, todos os novos jogos lançados para PlayStation serão distribuídos exclusivamente em formato digital, encerrando a produção de versões em disco.
A decisão provocou uma forte reação da comunidade gamer, com uma petição contra a medida se aproximando das 100 mil assinaturas e campanhas de boicote ganhando força nas redes sociais. Além disso, a empresa enfrenta uma ação judicial de 400 milhões de euros relacionada à mudança.
Em comentário sobre a estratégia, Hideaki Nishino, CEO da Sony Interactive Entertainment, afirmou que "não é realista absorver todos os aumentos nos custos de componentes", referindo-se à pressão sobre as margens de lucro do hardware com a chegada da próxima geração de consoles. Apesar da repercussão negativa entre os consumidores, o mercado financeiro reagiu positivamente, com as ações da Sony atingindo cerca de US$ 21,40 em 7 de julho, acumulando uma alta semanal de 6,68%, embora ainda apresentem uma queda de 16,41% no acumulado do ano.


