O CEO da Bulkhead, Joe Brammer, voltou a se manifestar após polêmica gerada por declarações em entrevista ao podcast The Game Business, onde afirmou que o estúdio não contrata pessoas que "constantemente tweetam mensagens anti-crunch". O comentário gerou reação negativa nas redes sociais e questionamentos sobre a legalidade do monitoramento de redes sociais de candidatos no Reino Unido.
Brammer explicou que a frase foi usada de forma informal para descrever a cultura do estúdio, destacando que o processo de seleção leva em conta o alinhamento com o ambiente de trabalho, mas que não há práticas invasivas ou ilegais. Segundo ele, a empresa respeita a legislação britânica de proteção de dados e não acessa contas privadas nem realiza investigações ocultas.
Em relação ao crunch, Brammer admitiu que houve uma fase de trabalho extra em junho de 2026, com 2 horas diárias adicionais durante quatro semanas, para entregar a build da beta do jogo Wardogs. A medida foi opcional, com quatro funcionários optando por não participar — sem consequências. Ele enfatizou que o estúdio tem tentado equilibrar produtividade e bem-estar, citando a experiência com a semana de quatro dias, que durou dois anos e gerou benefícios significativos.
O estúdio também se destacou por ter 80% das ações detidas por 50% dos funcionários, um dos pontos que Brammer considera mais importantes da cultura da empresa. Ele também comentou sobre a dificuldade de implementar mudanças na rotina de trabalho, alegando que leis britânicas de RH criam barreiras para inovações, como a semana de quatro dias e a política de licença paternidade flexível.
Wardogs já vendeu 2 milhões de cópias nos primeiros cinco dias no Steam, e membros da equipe com participação acionária receberão bônus com base no sucesso do jogo. Brammer reforçou que, se o estúdio exige comprometimento, também oferece recompensas justas.