O CEO da Bulkhead, Joe Brammer, afirmou em entrevista que a empresa não contrata desenvolvedores que não aceitem trabalho extra, chamando o ambiente de 'um lugar onde você se sente valorizado se se importa com o que está criando'.
Segundo Brammer, a empresa não esconde que o trabalho em regime de 'crunch' pode ocorrer, e que isso é parte da cultura da empresa. Ele disse que, em alguns momentos, como durante o desenvolvimento da versão beta de Wardogs, a equipe foi convidada a trabalhar duas horas extras por dia, de segunda a quinta, por quatro semanas.
Após críticas sobre a postura da empresa, Brammer afirmou que o trabalho extra não é obrigatório. Quatro funcionários optaram por não participar, e nenhum deles foi penalizado. No entanto, ele reconheceu que a pressão social em um time muito unido pode afetar quem se recusa.
A empresa também avalia perfis públicos de candidatos, como redes sociais, para identificar quem se posiciona contra o crunch. Brammer afirmou que isso é feito dentro da lei do Reino Unido e que não há acesso a contas privadas ou investigações ocultas. O objetivo, segundo ele, é garantir que candidatos estejam alinhados com a cultura da empresa.
Apesar das justificativas, a declaração gerou reações negativas entre colegas da indústria. Muitos argumentam que o crunch é sinal de má gestão e que estudos mostram que ele prejudica produtividade e lucro. Alguns desenvolvedores criticaram a postura como um pretexto para explorar os trabalhadores.
Na semana do lançamento de Wardogs, Brammer compartilhou fotos de um espaço com colchonetes no estúdio, onde equipes dormiam durante noites de correção de servidores — um detalhe que reforçou a imagem de um ambiente de alta pressão.