Andrea Shearon, jornalista de games e redatora do PC Gamer, está cansada da tendência de transformar personagens em versões perfeitas e sem imperfeições. Em artigo publicado em setembro de 2026, ela critica o fenômeno de mods que eliminam rugas, olheiras, manchas e cicatrizes, deixando rostos lisos e sem traços de vida real.

Segundo ela, há um padrão quase obrigatório nas comunidades de modding: o primeiro passo é sempre suavizar os rostos, como se a imperfeição fosse um defeito a ser corrigido. Esse processo, diz a autora, tira a personalidade e a história dos personagens, substituindo o realismo por um ideal estético que não existe no mundo real.

"Onde está o charme? Onde está a característica?", pergunta Shearon. Ela defende que personagens com olheiras profundas, rugas de expressão e marcas de idade trazem mais credibilidade e emoção. Um velho com olhos cansados, uma mulher com cicatrizes de batalha — esses são os rostos que contam histórias, não os que parecem saídos de um comercial de skincare.

A crítica vai além do visual: é uma provocação sobre o que os jogos valorizam. Quando todos os personagens parecem feitos de silicone, o mundo do jogo perde profundidade. A autora quer ver mais modificações que adicionem, não que removam — como olheiras, rugas e marcas de tempo.

Seu chamado é claro: é hora de parar de idealizar distopias com rostos perfeitos e começar a valorizar a beleza da realidade — mesmo que ela seja imperfeita.