Greg Zeschuk, um dos co-fundadores da BioWare, falou sobre o fechamento da estúdio por parte da Electronic Arts em outubro de 2026. Segundo ele, soube da notícia por mensagens, sem estar presente no momento do anúncio — o que, em certo sentido, ajudou a processar a dor com mais calma.

Apesar de não ter reação emocional imediata, Zeschuk destacou que o impacto será mais forte para os funcionários que perderam seus empregos. "Qualquer pessoa que esteja entrando no mercado de trabalho agora está passando por algo terrível e muito triste", disse.

O foco principal da crítica, no entanto, está nos executivos que, segundo ele, nunca fizeram um jogo. "Nenhum desses caras já fez um jogo. Ninguém nunca sentou e criou um do zero, nem mesmo um pequeno protótipo. Eles não sabem como isso funciona", afirmou, criticando a crença de que grandes jogos podem ser reproduzidos apenas com IA e pessoas sem experiência.

Essa preocupação ganha peso em um cenário onde empresas como a Epic Games estão cada vez mais investindo em ferramentas de IA generativa, como o Claude da Anthropic, para acelerar o desenvolvimento no Unreal Engine 6 e em outros projetos. Zeschuk não culpa a IA diretamente pelo fim da BioWare, mas alerta que ela não substitui o conhecimento profundo do processo criativo.

Ainda que a BioWare tenha sido fechada por decisões empresariais, o discurso do co-fundador ressoa no debate atual sobre o futuro da indústria: a tecnologia pode ajudar, mas não deve substituir quem realmente entende de jogos.

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