O final de Red Dead Redemption, com a morte de John Marston após o desfecho emocional, gerou reações fortes entre os jogadores — algo que o co-fundador da Rockstar, Dan Houser, admitiu não ter previsto.
Houser, que atuou como líder narrativo na empresa antes de deixá-la em 2020, revelou que a ideia de matar o protagonista foi discutida com Christian Cantamessa, o lead designer do jogo. Ambos concordaram que a morte de John era necessária para dar sentido à história, mas o desafio técnico foi imenso: como manter a jogabilidade em um mundo aberto após a morte do personagem principal?
A solução foi introduzir Jack, o filho de John, que aparece três anos mais velho no epílogo. Ele se torna o novo protagonista para os últimos desafios e missões secundárias. No entanto, isso levantou dúvidas sobre como lidar com missões interrompidas e personagens com arcos incompletos.
Apesar de o sistema funcionar, Houser afirmou que a reação dos jogadores foi mais intensa do que esperado. Muitos se sentiram frustrados ou magoados com o final, algo que, segundo ele, mostra o quanto o público se envolveu com os personagens.
“Parte de mim pensou: ‘Isso é ótimo’ — porque significa que você realmente se importou com a história”, disse o ex-desenvolvedor. Ele também revelou que tinha vontade de usar essa mesma estrutura narrativa em vários jogos da série Grand Theft Auto, mas os limites técnicos impediram.
Com GTA 6 em desenvolvimento, Houser ainda observa que o sonho americano, tema central nos jogos anteriores da franquia, agora parece mais modesto — mas ainda inacessível para a maioria das pessoas.