O lançamento da edição coletora de God of War Laufey pela Sony gerou polêmica por um detalhe que está se tornando comum: o pacote não inclui o jogo. Apesar de custar US$ 149,99, a caixa traz apenas três itens colecionáveis: uma estátua iluminada de Faye, um baralho de 51 cartas com ilustrações temáticas e um mini livro de arte com concepções do jogo.
Na parte inferior da embalagem, uma frase chamativa diz: “Jogo de God of War Laufey vendido separadamente”. Essa prática, que já havia sido vista com a edição especial de Grand Theft Auto 6 da Rockstar — que também não inclui o jogo — está se tornando um padrão em lançamentos de grandes franquias.
Embora as peças colecionáveis sejam de qualidade, como a estátua em resina que pode custar entre US$ 50 e US$ 200 em mercados paralelos, o fato de o produto principal — o jogo — estar fora do pacote gera questionamentos sobre o valor real do investimento. A edição será lançada em 16 de fevereiro de 2027, junto com o jogo original.
Além disso, o anúncio da caixa coletora vem em um momento em que a Sony anunciou que deixará de produzir versões físicas de seus jogos a partir de 2028. Isso reforça a ideia de que futuras edições colecionáveis podem se tornar apenas uma forma de vender itens promocionais caros, em vez de pacotes completos com o jogo em disco.
Apesar do apelo visual e da qualidade dos itens, a tendência levanta preocupações sobre o futuro do mercado físico de jogos e o valor percebido por fãs que pagam caro por experiências que não incluem o produto central.
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