Recentemente, colecionadores e fãs de música têm expressado sua insatisfação com a venda de discos de vinil incompletos por artistas como Olivia Rodrigo e Raye. Muitos novos álbuns físicos estão chegando às lojas com faixas faltando ou com versões que não correspondem às digitais.
Por exemplo, o álbum "Music, Fashion, Film" de Charli XCX, que custa mais de R$ 150, não inclui uma parte importante da faixa "No One Lasts Forever" — uma seção falada gravada pelo diretor David Cronenberg. Em um podcast, Charli explicou que a entrega do áudio para o vinil ocorreu antes que conseguissem gravar essa parte.
Olivia Rodrigo também está na mira dos críticos. Seu álbum "You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love" apresenta edições diferentes de suas músicas, com trechos como finais e pontes ausentes. Raye, por sua vez, admitiu que seu segundo álbum não contém a mixagem final, resultando em uma experiência diferente da versão digital.
Outros artistas, como The Weeknd e Beyoncé, também enfrentaram problemas semelhantes, com seus discos de vinil apresentando menos faixas ou versões alteradas. A prática de lançar álbuns incompletos parece ser uma tentativa de evitar custos mais altos com edições duplas ou triplas, mas muitos fãs acreditam que isso é enganoso.
Os fãs pedem mais transparência nas pré-vendas, sugerindo que se um álbum não estiver finalizado, ele não deve ser enviado para prensagem. A frustração é clara, e muitos acreditam que a expectativa de receber a gravação final é justa.