Grand Theft Auto 6 está prestes a chegar às consoles, e o mundo dos games já está se preparando para mais um marco cultural. Mas, em meio ao hype, um nome do passado voltou a surgir: Jack Thompson, o ex-advogado que, no início dos anos 2000, se tornou sinônimo de campanha contra jogos violentos.

Na época, o escândalo do "Hot Coffee" — um mod que ativava cenas de sexo não explícitas em Grand Theft Auto: San Andreas — provocou reações fortes. O jogo foi reclassificado como "Adultos Only" pela ESRB, proibido na Austrália e até investigado pelo FTC nos EUA. Naquela época, a ideia de um game com violência e conteúdo adulto era quase um tabu.

Hoje, com o novo rating de GTA 6 sendo "M" (17+) nos EUA e "18+" na Europa — com destaque para violência intensa, nudez, linguagem forte e uso de drogas — a reação do público é bem diferente. A maioria dos jogadores, inclusive pais e autoridades, já cresceu jogando games e vê GTA como entretenimento de alta qualidade, não como um perigo social.

Diante disso, o jornalista Andy Chalk decidiu procurar Jack Thompson para saber como ele via esse novo cenário. O resultado foi uma conversa tensa, como se o tempo não tivesse passado. Thompson, mesmo após anos de silêncio e desbaratamento profissional, manteve sua posição radical: ainda acredita que jogos como GTA têm impacto negativo na sociedade.

Enquanto o mercado brasileiro ainda enfrenta desafios com preços elevados e restrições regionais, o fenômeno global de GTA 6 mostra como o jogo deixou de ser um vilão para se tornar uma parte da cultura pop — mesmo que alguns ainda vejam nele um perigo. A verdade é que, mesmo com o aumento da popularidade dos games, os índices de violência nos EUA e em outros países têm caído, o que contradiz as previsões apocalípticas de décadas passadas.

Enquanto o mundo se acostumou com a presença de jogos maduros, Thompson parece ter ficado no passado — um lembrete de que, mesmo que a sociedade evolua, alguns vozes de alarme não se adaptam ao novo tempo.