Em Kingdom Come: Deliverance 2, a história gira em torno de Henry, um jovem que se envolve em uma conspiração para derrubar Sigismund de Luxemburgo e restaurar o rei Wenceslas I. Mas, em vez de seguir os passos da trama principal, um jogador resolveu tomar o caminho mais direto: invadir Kuttenberg de frente.
Com a ajuda do mod "Companion Squad" do Steam, o jogador monta um exército de 43 mercenários, todos com nomes e aparências únicas. O grupo é reunido em poucos cliques, com Henry no comando, diante das portas abertas da cidade — quase como se os defensores não soubessem do ataque iminente.
Para aumentar o poder de fogo, o jogador convoca aliados da história: Hans Capon, o grupo de Jan Zizka, Godwin, Erik, Istvan Toth, além de Radzig e Hanush, que viajam até Kuttenberg de Rattay. Com uma equipe completa, o plano começa a se concretizar.
Na primeira tentativa, o exército é colocado em modo defensivo, atacando apenas quando Henry entra em combate. Isso muda com a troca para o modo ofensivo — o que transforma o grupo em uma "matança em massa" que avança sem pausa.
Os guardas da cidade são eliminados em segundos. Com a entrada oriental dominada, o grupo avança pelas ruas até o centro, onde o comando é dado para ir direto até a prefeitura. Mas, no caminho, uma parte da tropa se desvia para saquear um inn — revelando que o exército está em "modo bandido".
O resultado é um cenário caótico: a cidade é tomada, mas não pelo bem. O jogador, que queria ser um herói da resistência, acaba se tornando o vilão que os próprios habitantes da cidade temeriam.
O experimento mostra como o sistema de IA de tropas no jogo, embora poderoso, pode gerar comportamentos imprevisíveis — especialmente quando o jogador foge do roteiro original. E, no Brasil, onde o jogo ainda não tem preço definido, essa jogabilidade experimental mostra o potencial de modding para ampliar o universo de um RPG tão detalhado quanto Kingdom Come: Deliverance 2.