Quando algo se torna extremamente popular, costumo evitar por completo. Game of Thrones? Nunca vi. GTA? Nunca joguei. Não é um ato de elitismo, mas sim uma reação natural diante de tanta pressão para entrar na moda.

Até setembro de 2026, eu nunca tinha jogado Fortnite. Lembrei da onda de hype em 2017/2018 e, na época, apenas revirei os olhos e o considerei uma moda passageira.

Naquele mês, porém, me vi dentro da atração Fortnitemares no Universal Studios Halloween Horror Nights, comendo meu próprio susto como se fosse um Chug Jug. A experiência foi intensa: atores em trajes de skins do jogo pulavam de trás de cenários detalhados, alguns paravam para emote com os visitantes. A luz roxa do céu tempestuoso era quase tão brilhante quanto os sorrisos das pessoas.

No começo, eu não entendia nada. Um personagem com cara de urso metade tomate? Não tinha referência. Achei tudo estranho — até que percebi: aquilo era arte em movimento. A atração era uma das mais impactantes crossover entre games e parques temáticos da história.

Enquanto os fãs reconheciam cada detalhe, eu, como estranha, estava se encantando com uma nova realidade. A trilha sonora dinâmica, a escala teatral, a atmosfera assustadora e divertida me deixaram curiosa.

Quatro semanas depois, já estava jogando horas por dia. Não só por curiosidade, mas por verdadeiro encantamento. Agora, estou economizando V-Bucks para comprar as novas skins da parceria com Halloween Horror Nights, como Jack o Estripador e Hamikuma.

Normalmente, os parques são o fim do caminho de uma franquia: você joga, assiste ao filme, compra a mercadoria e, depois, visita o mundo em 3D. Mas, dessa vez, foi o contrário. Entrei no universo de Fortnite sem ter jogado — e saí completamente viciada.