Control Resonant chega com um visual impressionante e sequências épicas, mas enfrenta problemas graves no ritmo e na jogabilidade. Apesar das belas paisagens surrealistas e das ideias ousadas do universo paranoormal, a experiência acaba sendo frustrante por causa de combates repetitivos e um mundo aberto mal aproveitado.

Um mundo distorcido, mas sem alma

Manhattan está de novo sob o domínio da Patterning, uma força que distorce a realidade em formas kaleidoscópicas. Zonas como o West Incursion Zone, com ruas em gravidade invertida, ou o Evacuation Zone, cheio de telhados escorregadios, oferecem visuais impactantes. No entanto, a repetição de ambientes — cafés, lavanderias, metrôs — acaba tornando a exploração cansativa, mesmo com a promessa de uma abertura inicial agradável.

Combate que não evolui

Substituindo o tiro rápido e ágil do original, Control Resonant adota um sistema de combate baseado em melee. O ciclo de atacar, atacar, desviar e repetir se mantém inalterado desde a primeira hora até o final. Mesmo com novas habilidades e inimigos, o ritmo se torna previsível, minando o impacto das batalhas e das boss fights que, no entanto, ainda conseguem surpreender visualmente.

Dylan Faden não é Jesse

O novo protagonista, Dylan Faden, não consegue preencher o vazio deixado por Jesse Faden. Sua jornada em busca da irmã desaparecida é interessante no começo, mas o desenvolvimento do personagem é superficial. A ausência de um protagonista carismático e bem construído afeta a imersão, especialmente em um jogo que depende tanto da atmosfera e do mistério.

Um legado que precisa de mais foco

Apesar de algumas ideias inovadoras — como os Altered World Events (AWEs) e a integração da Patterning no design do mundo — o jogo perde a essência que tornou o original uma obra-prima. A direção de arte é excepcional, mas a estrutura aberta e a falta de foco no que realmente importa (a história, a progressão, o ritmo) deixam Control Resonant como uma tentativa ousada, mas mal executada.

Control Resonant está disponível para PC, PS5 e Xbox Series X. No Brasil, o preço chega a R$ 399,90 na Amazon, com versão digital. A experiência é recomendada apenas para fãs de Remedy e para quem busca um visual inovador, mesmo que o jogo falhe em outras áreas.