Nos anos 90, era comum crianças jogarem Game Boy durante viagens de carro, tanto na Europa e América do Norte quanto em algumas partes do Brasil nos anos 2000. Com longas horas na estrada, os jogos eram uma forma de passar o tempo, mas essa experiência não era isenta de desafios.

As crianças enfrentavam três principais obstáculos: a duração das pilhas, as advertências dos pais sobre a saúde ocular e a dificuldade de enxergar a tela em ambientes com pouca luz, como dentro de túneis. Apesar dessas dificuldades, a psicologia sugere que essa experiência pode ter fortalecido as habilidades cognitivas dessas crianças.

Pesquisadores afirmam que as limitações do Game Boy, com sua tela de 160 por 144 pixels, exigiam um esforço mental significativo. Esse esforço ajudou a desenvolver a chamada aprendizagem perceptiva, que envolve reconhecer padrões e criar mapas mentais, mesmo em condições adversas.

De acordo com estudiosos, essa prática melhorou a atenção e a cognição espacial, habilidades que são essenciais para diversas atividades do cotidiano, como cozinhar ou estacionar um carro. Embora não se saiba se essas experiências poderão ter um impacto na prevenção de doenças como o Alzheimer no futuro, é claro que jogar Game Boy no carro proporcionou um treinamento cerebral significativo.