Em entrevista recente à IGN, Dan Houser, co-fundador da Rockstar e responsável pela narrativa de títulos como Grand Theft Auto e Red Dead Redemption, admitiu que Max Payne 3 foi um fracasso — pelo menos, no que diz respeito à fidelidade ao espírito do original.

Apesar de ter liderado a escrita de grandes franquias da empresa, Houser reconhece que, ao assumir o roteiro de Max Payne 3, não conseguiu reproduzir a atmosfera noir e a estética de seus antecessores. O jogo, desenvolvido pela Rockstar e não pela Remedy — criadora da série — teve um tom mais linear e cinematográfico, com um enredo mais estruturado, como um filme de 12 horas.

"Eu sentia que estávamos criando uma experiência de noir digital, e o consenso na época era que as pessoas odiavam", disse Houser. "Então, eu me enganei completamente. Conheço bem Sam Lake, o criador do Max Payne, e ele é um cara muito bom e talentoso. Achei que tínhamos feito um bom trabalho, mas muitos não curtiram. Foi um erro meu. Meu trabalho não foi um sucesso."

Apesar do retrospecto crítico, o jogo tem sido reavaliado com mais carinho ao longo dos anos. A jogabilidade com balística realista, o cenário de São Paulo como contraponto ao New York dos jogos anteriores e a trama psicológica são pontos positivos que hoje são mais valorizados.

Atualmente, a Remedy trabalha em remakes dos dois primeiros jogos da série, mas o futuro de Max Payne 4 ainda está nas mãos da Rockstar. Enquanto isso, o legado do terceiro capítulo permanece dividido — um jogo bem feito, mas que não cumpriu a expectativa criada por um nome tão icônico.