Após 30 horas jogando Bloodborne em 1440p no PC, com emulador shadPS4 e o BB Launcher, fico cada vez mais convencido de que este jogo foi feito para o computador — e não para o PlayStation 4. A experiência, embora ainda um pouco instável, supera com folga a versão original do console.

O autor, Ted Litchfield, que já foi fã de Demon's Souls, Dark Souls e Elden Ring, afirma que Bloodborne ainda é seu jogo favorito da FromSoftware. Mas, por anos, só pôde jogá-lo naquele “pequeno e horrível aparelho” sob a TV. Ele detesta o PS4, dizendo que só serve para ver Gilmore Girls — e que não gosta de jogar no console.

Com a ajuda de um guia do YouTuber Retro Renew, ele emulou o jogo no PC com sucesso. A sensação é de liberdade: resolução ajustável, desempenho melhorado e acesso a ferramentas como dsfix, que foram essenciais para tornar o jogo jogável em outras versões anteriores.

O jogo mantém seu tom único: uma atmosfera surreal, com elementos de Lovecraft, Nosferatu e black metal. A cidade de Yharnam parece um pesadelo de modernidade corrompida — onde a ciência se transformou em religião e os cientistas são tão culpados quanto os fanáticos.

Um ponto interessante destacado é uma leitura nova sobre a história: Bloodborne como uma narrativa sobre maternidade, sobre homens que arruínam o mundo ao cometer crimes contra mães — como Kos, a Rainha Yharnam e Ariana. O jogo ganha uma camada emocional mais profunda ao ser visto dessa forma.

O combate é intenso. Ludwig, o Acorçoado, foi um dos desafios mais difíceis que o autor enfrentou recentemente. E, apesar do arsenal ser pequeno, cada arma é única — algo que não se vê em títulos como Elden Ring. O Chikage/Saw Cleaver é sua preferida.

Apesar de o emulador ainda ter alguns travamentos e instabilidades — lembrando a experiência de Jedi Survivor — a versão no PC é claramente superior em qualidade visual e controle. E, para quem vive no Brasil, o fato de o jogo não estar disponível oficialmente no PC é ainda mais frustrante.