Uma recente postagem do jogo Love and Deepspace, desenvolvido pela Infold, gerou controvérsia após sugerir o uso de uma flor altamente tóxica como ingrediente em um coquetel temático. A publicação, feita no X (antigo Twitter), apresentava cocktails inspirados nos personagens românticos do jogo, cada um com uma flor simbólica — como a ameixeira para Caleb e o jasmim para o doutor Zayne.
O problema surgiu com as flores associadas a dois outros personagens: Rafayel, ligado à flor lume, e Sylus, cuja flor é a datura. Ambas são conhecidas por serem extremamente venenosas. A datura, em particular, é uma planta psicoativa que pode causar alucinações graves, convulsões e até morte em doses elevadas.
Apesar de o jogo ter sido lançado no Brasil com versão localizada e preço acessível, a postagem gerou preocupação entre jogadores e especialistas. A Infold só se manifestou 36 horas depois, com um aviso de segurança: "Todos os drinks mostrados são fictícios e apenas para fins de jogo. Não tente reproduzi-los na vida real." A reação veio tarde demais — a postagem já havia sido amplamente compartilhada e criticada.
O uso de ingredientes reais perigosos em receitas temáticas é incomum, mesmo em jogos com estética ousada. Muitos fãs questionaram o porquê de incluir algo tão arriscado, especialmente quando há alternativas seguras para criar coquetéis temáticos. A situação levanta dúvidas sobre a responsabilidade das empresas ao criar conteúdo que pode ser mal interpretado como uma recomendação real.
Com o jogo disponível no Brasil e com mecânicas de colecionável e romance, o caso reforça a necessidade de maior cautela em campanhas promocionais envolvendo elementos do mundo real — mesmo que fictícios.