O lançamento de Arc Raiders, da Embark Studios, foi um sucesso em termos de números, mas trouxe consequências significativas para a equipe por trás do jogo. Segundo Aleksander Grøndal, produtor executivo do título, a transição para um modelo de jogo live-service foi muito mais difícil do que imaginado.
Grøndal, que trabalhou anteriormente em títulos como Battlefield e Star Wars: Battlefront na EA, afirmou que o ritmo constante de atualizações, correções de bugs e resposta a milhões de jogadores acabou deixando a equipe exausta. "A equipe estava super cansada e super infeliz" em determinado período, o que afetou diretamente o desenvolvimento e a qualidade do conteúdo.
Ele revelou que, após o lançamento, a equipe estava constantemente ultrapassando sua capacidade, o que tornou difícil planejar e manter um ritmo sustentável. "Nós não tínhamos tempo. Tínhamos que lidar com correções, exploits e outras demandas, e isso nos sobrecarregou", disse.
Com base nessa experiência, a Embark decidiu mudar a estratégia: agora, em vez de lançamentos mensais, o foco está em atualizações mais lentas, mas mais robustas. "É muito importante proteger as pessoas", afirmou Grøndal, contando que já passou por burnout durante seu tempo na EA, chegando a precisar de cinco meses de licença por saúde mental.
O caso de Arc Raiders serve como alerta sobre os custos do modelo live-service, especialmente em jogos que dependem de atualizações contínuas. A empresa agora busca um equilíbrio entre criatividade e bem-estar dos desenvolvedores.