Os desenvolvedores de Arc Raiders, da Embark Studios, usaram uma amostra sonora de um piano real que foi encontrado em meio aos escombros da Zona Proibida de Chernobyl — uma região fechada e cercada por radiação após o desastre de 1986.
Segundo Bence Pajor, diretor de áudio da Embark Studios, alguém visitou o local e gravou um conjunto completo de amostras de um antigo piano abandonado. A equipe comprou essa biblioteca de sons e a integraram ao jogo, trazendo uma atmosfera única e intensa para o mundo pós-apocalíptico de Arc Raiders.
Além do piano de Chernobyl, a trilha sonora do jogo é construída com sons criativos e inusitados. Compositores Patrik Andrén e Johan Söderqvist, que antes eram músicos de jazz, usam materiais do cotidiano — como frutas conectadas a sintetizadores — para gerar sons estranhos e envolventes.
Segundo Söderqvist, de cada três horas de gravação, apenas três minutos são considerados úteis. Mas, afirma ele, esses minutos são “realmente, realmente, realmente legais” — e impossíveis de reproduzir de outra forma.
Instrumentos como piano, guitarra, harmonica e banjo estão disponíveis no jogo, não apenas para entretenimento, mas como ferramentas estratégicas. Jogadores podem usá-los para atrair ou distrair os monstros chamados “arcs”, criando oportunidades para emboscadas ou proteger aliados.
Um dos primeiros protótipos do jogo incluía um trompete, mas acabou sendo substituído por um “granada de atrativo” — uma evolução que os devs consideraram mais prática, embora menos divertida.