Apesar de Hades ter sido um dos maiores sucessos da Supergiant Games, a sequela não foi uma escolha óbvia. Segundo os desenvolvedores, a decisão de fazer Hades 2 não foi motivada por cálculos financeiros, mas sim por um desejo criativo de explorar um mundo já existente de forma inédita.
Amir Rao, diretor da equipe, revela que o processo de desenvolvimento de cada novo projeto começa com uma reflexão profunda sobre o anterior. No caso de Hades, a primeira reação foi a de que um sequel talvez não fosse o caminho certo. "No começo, eu achava que quase certamente não faríamos um sequel", conta.
Porém, a paixão pela mitologia grega e a sensação de que ainda havia muito a descobrir no universo de Hades empurraram a equipe para frente. A artista-chefe Jen Zee compara o cenário a um pomar com frutos ainda por colher: "Tinha tanta coisa por explorar. Era como se tivéssemos um jardim cheio de frutas e não tivéssemos colhido tudo ainda".
Curiosamente, o fato de ser um sequel — algo que a Supergiant costuma evitar — foi parte do atrativo. "Nós amamos criar mundos novos. Mas, por mais que tenhamos medo de sequéis, foi justamente isso que tornou a ideia interessante: nunca tínhamos feito isso antes", diz Zee.
Para Rao, a verdadeira motivação foi a excitação criativa. "Se fazer o sequel for a decisão financeiramente correta, então estamos tomando a decisão burra várias vezes seguidas", brinca. Mesmo com a pressão do sucesso anterior, a equipe só avançou quando se sentiu verdadeiramente empolgada.