O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, lançado nesta semana, está sendo elogiado por manter o espírito da obra original, com melhorias técnicas e mecânicas. Mas, segundo o produtor Eiji Aonuma, o processo de desenvolvimento teve um momento curioso: uma ideia que quase mudou o ritmo do jogo.
Na entrevista Ask the Developer divulgada pela Nintendo, Aonuma contou que, ao observar jogadores do jogo original tentando se locomover mais rápido usando o rolamento de Link, pensou em adicionar novos pontos de teletransporte — além dos cinco já existentes, que permitem viajar diretamente para os principais templos e dungeons.
“Pensei que precisávamos resolver isso nesta versão”, disse ele. “Então pedi à equipe para adicionar pontos de warp que não estavam no jogo original.”
Porém, ao testar o jogo com esses novos pontos, a equipe percebeu que o encanto do original estava se perdendo. “Perdemos aqueles momentos de descoberta ao parar pelo caminho e pensar: ‘Ei, o que é isso?’”, explicou Aonuma. “Foi quando lembramos de novo o quão essenciais esses momentos são para a estrutura do jogo.”
Apesar de ter sido o responsável pela proposta, ele admitiu que a ideia não funcionou — e pediu para remover todos os pontos adicionais. “Foi um alívio”, brincou.
O jogador de longa data concorda: muitas das experiências mais marcantes no remake vieram do simples fato de caminhar por Hyrule Field, encontrando peças de coração escondidas, rupees e personagens excêntricos. “Se tivéssemos mais teletransporte, por que ainda estaríamos em Hyrule Field?” questiona o autor.
Além disso, Aonuma destacou que deixou a equipe de desenvolvimento assumir o projeto com liberdade, sem imposições diretas. “Queria que eles fizessem o jogo deles, com suas próprias ideias”, disse. “Claro que dei algumas palestras ao longo do caminho… (risos).”