Os desenvolvedores de Slay the Spire 2 estão optando por usar arte placeholder feita por humanos, mesmo que essa arte seja considerada "ruim". Casey Yano, cofundador da Mega Crit, explica que essa escolha é intencional e visa deixar claro que o jogo ainda está em desenvolvimento.
Em entrevista ao GameSpot, Yano afirmou que a arte gerada por IA parece "preguiçosa" e que é fundamental que a arte placeholder tenha um aspecto inacabado. Segundo ele, isso ajuda a estabelecer a expectativa correta para os jogadores, evitando que pensem que o jogo já está totalmente finalizado.
Yano mencionou que, apesar de alguns artistas da equipe desejarem que mais artes estivessem prontas antes do lançamento inicial, ele sabia que haveria muita arte "ruim" durante o acesso antecipado. Ele acredita que a aparência inacabada é importante para que as pessoas não julguem o jogo como se fosse uma versão 1.0, totalmente desenvolvida.
Além disso, Yano defendeu a arte feita por humanos, ressaltando que cada linha e cada ajuste são parte de um processo criativo que a arte gerada por IA não consegue reproduzir. Ele considera que a arte deve refletir a expressão pessoal dos artistas, e não uma imitação de estilos.
Yano também fez uma piada sobre um artista da equipe que se inspira em cultura pop, mencionando que ele não pode mais usar esse tipo de arte agora que o jogo está mais visível ao público.
Embora Yano veja um uso limitado da IA em revisões de código, ele se opõe à arte gerada por IA, afirmando que isso não se encaixa no estilo do jogo e que a arte deve ser uma forma de expressão, não algo com um objetivo final definível.


