Os desenvolvedores de Star Wars: Galactic Racer usaram um jogo de tabuleiro como protótipo para testar o sistema de progressão roguelite do jogo — algo incomum para um título de corrida acelerado. Segundo Kieran Crimmins, diretor criativo da Fuse Games, a ideia era validar emocionalmente como o sistema funcionava antes de codificá-lo.

O tabuleiro simulava a mecânica de upgrades entre corridas: após cada evento, os jogadores recebiam pontos de ajuste para melhorar uma das três estatísticas aleatórias, além de peças para seu speeder que influenciavam habilidades ou efeitos especiais. Com créditos ganhos, era possível comprar novos upgrades, habilidades ou partes, criando uma sensação de crescimento permanente entre runs.

Segundo Matt Webster, CEO da empresa, ferramentas físicas como papel, post-its e dados são mais rápidas do que protótipos digitais para testar emoções e fluxos de jogo. A abordagem permitiu que a equipe avaliasse o sistema em apenas um dia, sem depender de motores complexos.

O resultado é um jogo de corrida com mecânicas de roguelite, onde cada corrida traz recompensas que se acumulam, e upgrades permanentes levam a uma experiência progressiva, algo que não é comum em títulos desse gênero.