Os desenvolvedores de Wardogs, da Bulkhead, se desculparam abertamente após serem acusados de dar prioridade a streamers na fila do jogo. Em um comunicado direto aos jogadores, a equipe disse: "Nós somos d*** heads" — uma confissão pública sobre uma decisão que gerou controvérsia no lançamento do FPS em acesso antecipado.

Com mais de 350 mil jogadores esperando para entrar em partidas, o jogo atingiu picos de 428 mil jogadores simultâneos logo após o lançamento. Diante da sobrecarga dos servidores, a equipe optou por dar acesso privilegiado a 11 influenciadores — um movimento que, segundo o CEO Joe Brammer, foi uma estratégia para gerar entretenimento e visibilidade.

"Eles não pediram isso", afirmou a equipe em um anúncio in-game. "Nós somos d*** heads." A mensagem foi reforçada com um novo aviso: "Amanhã, colocaremos todos os influenciadores no fim da fila".

Apesar da justificativa de que 11 streamers geraram mais de 300 mil visualizações em tempo real, muitos jogadores brasileiros e internacionais se sentiram prejudicados. A situação gerou debates sobre o uso de prioridades para streamers — prática comum em jogos multiplayer, mas que costuma gerar frustração quando vista como injusta.

Curiosamente, alguns comentários em fóruns como Reddit mostraram que alguns dos streamers beneficiados estavam sentados sem jogar, apenas esperando lobbies se formarem. Isso levantou dúvidas sobre a eficácia real da estratégia.

Apesar do rebuliço, o jogo ainda mantém uma classificação "Muito Positiva" no Steam, com mais de 32 mil avaliações. Isso indica que, para a maioria dos jogadores, o problema de fila e a decisão controversa não foram suficientes para afetar a experiência geral.

Em meio à crise, a Bulkhead parece ter aprendido com o erro. A equipe agora está focada em melhorar a infraestrutura e garantir que todos tenham acesso justo ao jogo — algo essencial para manter o crescimento sustentável de um título que já vendeu milhões de cópias.