O desenvolvedor Turn 10 Studios, responsável por Forza Horizon 6, respondeu às críticas após uma onda de banimentos de carros com designs Itasha no jogo. A polêmica surgiu após jogadores relataram que personalizações com personagens de anime e mangá estavam sendo punidas com suspensões permanentes, gerando descontentamento no público japonês e em comunidades de jogos.
Segundo o novo código de conduta divulgado pela Microsoft, designs do estilo Itasha são permitidos — desde que não contenham conteúdo sexual explícito ou sugestivo. A equipe esclareceu que cada conteúdo reportado é analisado por moderadores humanos, e o número de denúncias não influencia a prioridade na análise.
Apesar disso, a resposta gerou críticas. Muitos jogadores japoneses afirmam que os critérios são vagos e subjetivos. Alguns destacaram que poses como “M pose” (pernas separadas) ou “standing on one leg” (apoiado em uma perna) já seriam consideradas inadequadas, o que dificulta a criação de designs sem risco de punição.
Na prática, o jogo aplica suspensões progressivas: advertências para primeiras infrações, e multas crescentes a partir de novas ocorrências. Apenas conteúdo que envolva pornografia infantil, nudez explícita ou imagens de violência grave resultam em banimento permanente sem aviso.
O caso ganhou destaque na Steam, onde o jogo passou a ter avaliação mista no idioma japonês. Muitos jogadores relatam medo de serem punidos só por tirar prints de carros de outros ou manter designs em rascunho. Ainda há reclamações sobre problemas técnicos, como missões de temporada mal implementadas e dificuldades para coletar créditos.
É importante lembrar que a proibição de símbolos como a bandeira imperial japonesa já existia em versões anteriores da franquia — como em Forza 4, em 2020. A equipe do jogo sempre buscou respeitar culturas locais, mas o equilíbrio entre liberdade criativa e moderação tem sido um desafio.
Apesar do elogio inicial por retratar com fidelidade o Japão, a reputação do jogo vem sendo afetada por essa questão. A equipe agora enfrenta o desafio de manter a liberdade de personalização sem abrir espaço para conteúdo inadequado — especialmente em um mercado onde o Itasha é parte integrante da cultura automobilística.