O produtor Eiji Aonuma revelou em entrevista da série "Pergunte ao Desenvolvedor" que a equipe do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time chegou a pensar em incluir pontos de teletransporte por Hyrule, inspirados na necessidade de agilidade vista em títulos como Breath of the Wild.
A ideia foi proposta com o objetivo de tornar a exploração mais fluida, especialmente em uma região tão vasta quanto a Hyrule Field. No entanto, após testar a mecânica, a equipe percebeu que as viagens rápidas acabariam eliminando momentos cruciais de descoberta espontânea — aqueles em que o jogador para, olha ao redor e se pergunta: "O que é isso?".
"Percebemos que estávamos perdendo aquela sensação de surpresa que faz parte da estrutura original do jogo", disse Aonuma. "Mesmo sendo eu quem pediu para implementar os pontos, no fim das contas, eles simplesmente não funcionaram. Então, pedi para removê-los todos."
Apesar da recusa em adicionar teletransporte, o remake ainda traz ajustes significativos. O jogo manterá as telas de carregamento para preservar a transição entre áreas, mas agora Link terá uma corrida mais fluida e um botão dedicado para saltos — mudanças que podem parecer pequenas, mas impactam diretamente a jogabilidade.
"Ao ver o resultado final, fico impressionado com a riqueza da experiência que eles criaram a partir de um jogo lançado há 28 anos", afirmou Aonuma. "No início, pensei que poderiam fazer mais mudanças. Mas com o tempo, fiquei claro que a equipe se importava profundamente com o original — muito mais do que imaginávamos."