Randy Smith, designer de Thief e conhecido por seu trabalho em títulos como System Shock 2, acredita que a corrida por gráficos ultrarrealistas nos jogos deveria ter terminado em 2010, com o lançamento de Alan Wake.
Segundo Smith, a "curva de fidelidade" dos gráficos se tornou "ultrajante" e se transformou em um espetáculo desnecessário. Ele recorda que, ao jogar Alan Wake, ficou impressionado com o realismo visual e se perguntou: "Por que precisamos de gráficos melhores?". Para ele, a evolução gráfica atual apenas aumenta os custos de produção, sem oferecer uma melhoria significativa na experiência do jogador.
Ele ressalta que, embora gráficos de alta fidelidade possam parecer atraentes, muitos recursos, como iluminação e reflexos, não têm um propósito prático e, muitas vezes, são difíceis de aproveitar sem tecnologias como o DLSS.
Smith também critica a ideia de que jogos de simulação imersiva devem ser desenvolvidos como títulos AAA, argumentando que o público para esse tipo de jogo é muito pequeno para justificar os altos custos de desenvolvimento. Ele sugere que a indústria deveria focar em produções de menor escala para atender melhor a esse nicho.
Por fim, ele expressou otimismo em relação ao remaster de Thief, afirmando que a equipe da Nightdive é apaixonada e confiável, e está animado para reviver a experiência do jogo original.