Apesar do sucesso estrondoso de Phantom Liberty, o designer Pawel Sasko, da CD Projekt Red, afirma que o desempenho do expansion pack não apaga o lançamento desastroso de Cyberpunk 2077 em 2020.
Em uma publicação detalhada no Twitter, Sasko destacou que não acredita que o sucesso do conteúdo pós-lançamento “apague” os problemas do jogo na sua versão inicial. Ele ressaltou que, embora o retorno do título tenha sido emocionante para muitos, especialmente após os meses de instabilidade técnica e bugs graves, é essencial reconhecer o impacto negativo que o lançamento causou em jogadores e na reputação da empresa.
“Eu nunca gostaria de contar a nossa história dessa forma”, escreveu Sasko. Ele destacou que o processo de desenvolvimento de Phantom Liberty foi marcado por lições profundas sobre direção criativa, confiança na equipe e o valor de decisões significativas dentro da narrativa.
O lançamento original do jogo foi marcado por problemas graves — desde travamentos constantes até falhas de IA e gráficos desconfigurados. Lojas como a PlayStation Store emitiram avisos para não comprar a versão para PS4, e muitos jogadores pediram reembolsos. A recuperação começou com atualizações constantes, culminando na versão 1.5, que transformou drasticamente o jogo.
Phantom Liberty, lançado em 2023, consolidou a redenção do título, com mais de 15 milhões de cópias vendidas até 2026. A parceria com a série Edgerunners da Netflix e a qualidade da narrativa reforçaram o novo status do jogo como um dos grandes da geração.
Apesar disso, Sasko reforça que o passado não deve ser apagado. Para ele, o importante é aprender com os erros — algo que ele diz ter aprendido ao longo dos três anos desde o lançamento de Phantom Liberty.