Na mesma data em que o mundo começa a pré-baixar GTA 6 no PlayStation 5 e no Xbox Series X, os desenvolvedores da Rockstar Games vão se reunir para votar sobre a criação de um sindicato próprio. A votação acontecerá entre 12 e 26 de novembro, com o lançamento oficial do jogo marcado para 19 de novembro.

A iniciativa é liderada pela Independent Workers' Union of Great Britain (IWGB), que ajudou os funcionários do estúdio a formar a Rockstar Game Workers Union. O acordo, se aprovado, garantirá aos trabalhadores voz em temas como salários, bônus, horas extras, demissões, trabalho flexível e políticas sobre inteligência artificial generativa.

Shanti Easton-Steel, membro da comissão do sindicato, destacou que muitas decisões são tomadas sem transparência. "Quando as escolhas da gestão ficam escondidas, não conseguimos lidar com problemas como a disparidade salarial de gênero, políticas instáveis sobre horas extras ou insegurança de emprego após o lançamento", disse.

Esse movimento vem em meio a um contexto conturbado. Muitos dos trabalhadores que lideram a união foram demitidos recentemente sob acusações de vazamento de informações confidenciais — algo que a Rockstar nega, afirmando não haver perseguição por ativismo sindical.

Além disso, a cultura de 'crunch' — jornadas extenuantes e não remuneradas em períodos de pico — é amplamente relatada dentro da empresa. Segundo desenvolvedores, o trabalho excessivo está tão enraizado que se torna parte dos contratos, e os funcionários precisam 'optar por não fazer' horas extras.

Se a votação for aprovada, a Rockstar se tornaria um dos maiores estúdios de games a adotar uma estrutura sindical no mercado global — um marco para a indústria, especialmente no Brasil, onde o movimento de união de trabalhadores do setor ganha força.